Islamabad Paquistão

Islamabad é a capital do Paquistão, construída de forma planeada nos anos 60 do século XX para tomar o lugar de Carachi. Por detrás daquele mega-projecto esteve o arquitecto grego Constantinos Apostolou Doxiadis, que dividiu a cidade em oito áreas funcionais: administrativa, diplomática, residencial, educacional, industrial, comercial, rural, e, por fim, zonas verdes. Apesar de ter menos de 1% da população do país, a cidade de Islamabad contribui com 1% para o produto interno bruto (PIB) do país. A Bolsa de Valores de Islamabad é a terceira maior do Paquistão.

Tudo isto faz de Islamabad uma cidade deveras interessante. Não se pode dizer que seja tipicamente paquistanesa, mas o seu carácter experimental torna-a uma urbe muito curiosa. Os preços são claramente mais altos do que no resto do país, e é habitada sobretudo por pessoas de classe sócio-económica média e alta. Tem uma forte componente académica, com mais de vinte universidades, e os níveis de segurança mais elevados do Paquistão.

Qual é a capital do Paquistão? Islamabad é a capital nacional do Paquistão desde 1967.

Como chegar até Islamabad

Poderá viajar de Lahore para Islamabad de diversas formas. Se o tempo é um facto a ter em conta, pode voar, existindo diversas ligações diárias entre estas cidades. A Pakistan International Airlines voa quatro vezes por dia, devendo esperar pagar entre 50 e 60 Euros pela viagem que demora uma hora.

Se preferir seguir por estrada, pode ir até ao terminal ferroviário de Lahore e comprar uma passagem na Daweoo Express. Serão cerca de 1250 PKR, mas o transporte só vai até Rawalpindi, uma cidade periférica de Islamabad. Daí não terá dificuldade em encontrar transporte para a capital, a uns 45 minutos de distância, por 50 PKR. Outros operadores a assegurar a ligação entre Lahore e Islamabad: Niazi Express, Skyways e Faisal Movers.

Existe também a possibilidade de viajar por comboio. Verifique horários e compre bilhetes no website dos caminhos-de-ferro do Paquistão, mas atenção porque não encontrará Islamabad na lista de estações.

Isto porque a capital tem duas estações, com nomes próprios: Margala e Rawalpindi, esta última na cidade vizinha, como explicado acima.

O que ver e fazer em Islamabad

Mesquita Sha Faisal

Faisal mosque dominates the landscape of Islamabad

Uma mesquita com um natural toque de modernidade, é uma das maiores da Ásia, podendo receber 100.000 fiéis nas suas áreas centrais e mais 200.000 dos terrenos adjacentes.

Foi desenhada pelo arquitecto turco Vedat Dalokay, tendo a sua construção, iniciada em 1976 e terminada em 1987, sido financiada pela Arábia Saudita. Aliás, o seu nome, também dado à avenida que até ela conduz, vem do rei saudita Faisal bin Abdul-Aziz, assassinado em 1975, não sem antes ter feito tudo para reunir a quantia necessária para a construção desta mesquita.

Encontra-se a norte da avenida Faisal, rodeada por quase todos os lados por uma floresta que a liga ao sopé da montanha Margalla.

O seu design é geométrico, aludindo à figura de uma tenda do deserto, com quatro minaretes de 88 metros e um corpo principal com um pé-direito de 40 metros. No complexo da mesquita pode ser encontrado o mausoléu do antigo presidente paquistanês Zia ul-Haq.

A mesquita pode ser visitada por todos, mas os que não forem muçulmanos não poderão entrar às Sextas-feiras e durante as horas de oração.

Monumento Nacional do Paquistão

Monumento Nacional do Paquistão
Monumento Nacional do Paquistão

Este monumento, concluído em 2007, localiza-se num dos cantos do Parque Sharkaparian, simbolizando a unidade do povo paquistanês em torno da sua Nação.

O conceito arquitectónico é de Arif Masoud, que criou uma representação de uma flor que se abre, com as suas enorme pétalas a corresponderem às grandes regiões do país: Punjab, Sindh, Balochistão e Província da Fronteira Noroeste. Três pétalas de menores representam outras partes do Paquistão.

Integrado no complexo monumental existe um museu que inclui uma secção de esculturas de cera alusiva ao movimento de independência nacional.

Museu Lok Virsa

Este museu, também conhecido como Instituto Nacional de Folclore e Património Tradicional, encontra-se no Parque Sharkaparian, entre o Monumento Nacional do Paquistão e o Museu de História Natural, precisamente no centro geográfico de Islamabad.

Foi fundado em 1974, tenho ganho autonomia administrativa em 2002. Tem uma área de 60 mil m2, sendo o maior museu do Paquistão.

Trata-se essencialmente de um museu de artes aplicadas, com colecções de bordados, joalharia, madeira talhada e outras formas de artesanato.

Aldeia Nurpur Shahan

Esta aldeia localiza-se a 4 km a nordeste da Zona Diplomática, distinguindo-se pelo edifício religioso dedicado a Bari Shah Latif, um mestre sufi que viveu no século XVII e que é muito venerado em Islamabad.

Quando Bari Shah Latif chegou a Churpur Shahan, como na altura era chamada a aldeia, encontrou um cenário desanimador: a localidade estava infestada de bandidos de todos os géneros, mas ele conseguiu convertê-los ao Islão e torná-los cidadãos respeitadores da lei.

As Quintas-feiras são o melhor dia para visitar, quando mais peregrinos chegam à aldeia, transformando-a com a sua devoção e fazendo ecoar o som do cantar sufi que acompanha o momento de transe colectivo. Os estrangeiros são bem-vindos, mas deverão vestir de forma respeitosa.

Aldeia de Saidpur

Saidpur é uma pequena pérola da região de Islamabad. Tem mais de quinhentos anos e é considerada das aldeias mais antigas do Paquistão. Note contudo que a aldeia foi intencionalmente transformada numa atracção turística, após 2006, pelo que deverá esperar um ambiente algo artificial. Seja como for, nada reduzirá a beleza natural da envolvência da povoação e os traços do seu passado, que reflectem uma época em que hindus, muçulmanos e sikhs ali viviam em harmonia.

Grutas de Shah Allah Ditta

A própria aldeia de Shah Allah Ditta, junto à qual se encontram as grutas, tem um charme nascido de séculos de existência e de uma posição que foi central na rota comercial entre Cabul e a antiga cidade de Taxila.

Se a aldeia tem cerca de setecentos anos, as ruínas budistas associadas às grutas e os murais que se podem ver no seu interior foram datados de há 2.400 anos atrás.

Desde 2010 que as autoridades paquistanesas têm investido na preservação deste património de valor incalculável.  

Templo de Meher Ali Shah

Este templo localiza-se na aldeia de Golra Sharif é dedicado ao sufi Meher Ali Shah e ali se encontram os restos mortais deste religioso. Meher Ali Shah faleceu em 1937 mas apenas 20 anos depois o seu mausoléu ficou concluído. O projecto foi concebido por Babu Lal-Muhammad Chughtai, empregando muita pedra mármore, trazida especialmente do Jodhpur, na Índia.