História e Religião do Paquistão

Apesar do país ter formalmente nascido apenas em 1947 existe um passado a ter em conta. A chegada do Islão à região – um evento de vital importância para a compreensão do actual Paquistão – ocorreu no século VIII. Entre os séculos XVI e XVIII o Império Mughal dominou toda aquela área, influenciando profundamente o território. O domínio que se seguiu foi repartido entre os impérios Sikh e Maratha.   

Os ingleses chegaram de seguida, implementando-se ali a poderosa  British East India Company, que alargou os seus domínios e influência ao longo dos séculos XVIII e XIX. Em 1857 dá-se uma revolta militar contra a presença britânica o que precipita os acontecimentos, tornando-se a actual Índia e Paquistão efectivas colónias do Reino Unido.

A primeira metade do século XX é marcada por um movimento nacionalista de contornos complexos, devido às diferenças, essencialmente religiosas, entre Paquistão e Índia.

A história do Paquistão, enquanto país, inicia-se em 1947, na sequência da retirada do Reino Unido da região. Foi um processo conturbado que resultou na separação da antiga colónia em duas nações distintas, a Índia e o Paquistão.

A violência que envolveu as populações residentes durante o processo de independência projectou-se no futuro, mantendo-se as tensões entre ambos os países até aos dias de hoje, tendo ocorrido desde 1947 quatro confrontos armados de maiores dimensões (em 1947, 1965, 1971 e 1999) e um número mais elevado de escaramuças fronteiriças.

Outro acontecimento importante na moderna história do Paquistão foi a guerra da secessão do Bangladesh. Quando os Britânicos deixaram a região e as partilhas territoriais foram efectuadas, o actual Bangladesh ficou entregue ao Paquistão, apesar de não ter contacto geográfico com o país.

Em 1971 a crise económica que assolava o Paquistão fazia-se sentir neste território de leste, e as sucessivas guerras contra a Índia não contribuíam para amenizar os ânimos. Começou-se a falar de independência no Bangladesh e entre Março e Dezembro desse ano deu-se uma guerra que resultou na criação deste novo país.

Apesar das raízes do conflito entre o Paquistão e a Índia poderem ser procuradas em níveis mais profundos, elas são essencialmente religiosas e terão sido desenterradas durante o processo da saída do Reino Unido da região.

A Bandeira do Paquistão foi oficialmente adoptada a 11 de Agosto de 1947, apenas três dias antes da independência do moderno Paquistão.

A Religião no Paquistão

UNESCO Patrimonio Mundial da Humanidade no Paquistao

A religião predominante no Paquistão é o Islão, professado por cerca de 96% da população. Isto torna o Paquistão no segundo país do mundo com mais muçulmanos, a seguir à Indonésia.

A maioria dos muçulmanos paquistaneses é sunita, existindo entre 15% a 20% de chiitas e números residuais de seguidores de outras formas do Islão, como sufis.

A liberdade religiosa está inscrita na Constituição do país mas as minorias estão sujeitas a um certo nível de pressão por parte da maioria muçulmana. Os Hindus e os Cristãos constituem as minorias mais significativas, com pouco menos de 2% da população em cada um desses grupos.

Existem comunidades religiosas de menor expressão demográfica, sendo de referir os Ahmadiyya, que foram considerados não muçulmanos por um tribunal parlamentar paquistanês, os Bahá’í, os Sikhs, os Zoroastrianos, os Kalash, que praticam uma forma ancestral de Hinduísmo, os budistas e os judeus. Terão existido Jainistas no Paquistão, mas não há sinais de uma  actual presença no país de elementos desta antiga religião.

Os ateus e agnósticos são quase inexistentes, pelo menos de forma declarada. Algumas fontes indicam que 0,5% da população se encontra neste grupo, mas ateísmo e agnosticismo são socialmente intolerados no Paquistão e não é fácil assumir uma posição neste enquadramento.